Afinal, o que é Soul???

Postado em 18/02/2011 por Pablo Peixoto

Hoje estava criticando a tradução que comumente é feita entre “Folk Music” como “Música Folclórica. Quem conhece um pouco de música sabe que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Durante a conversa online levantei que seria impreciso como chamar “Soul Music” de “Música da Alma”. Com esta frase me veio um pensamento interessante, afinal o que é Soul?

Soul é uma característica simbólica e completamente intangível e intraduzível que permeia alguns setores da música de origem negra americana. Sua origem está provavelmente os spirituals, cânticos que os escravos negros trouxeram da África e que entoavam nas plantações de algodão do sul do país. Os temas eram sempre a saudade, o sofrimento e como vai ser bom voltar pra casa e descansar um pouco. Um canto doído, sincero e melódico. A música dos escravos negros tinham Soul.

Galera da Motown

Anos depois esses cânticos foram sincretizados com as igrejas protestantes trazidas pelos europeus. Surgia assim a Música Gospel. Não sei se vocês já entraram numa igreja onde se canta o Gospel. Deve ser uma experiência inigualável. Além dos templos eles tem aquelas tendas como as de circo, onde pastores fazem suas pregações itinerantes pelo interior. Já no domingo de manhã você pode ver as famílias negras, homens de terno e gravatas grossas, mulheres com vestidos multicoloridos e chapéus enormes lotam essas tendas. Num instante a música começa. A música é parte fundamental desses cultos ela é envolvente e contagiante, até os menos crentes depois de um tempo começam a se remexer e chacoalhar em um êxtase que poderia de comparar ao fenômeno da histeria coletiva. Pra ter uma Idea, dê uma checada no filme Blues Brothers.

Turma da Chess com seus fundadores poloneses. Sim, poloneses também podem ter Soul!

Muito, mas muito diferente do que no Brasil convencionou-se chamar de “Gospel”, a música evangélica brasileira visa apenas o lucro nas vendas e a evangelização radical, os arranjos são simplórios e as letras não tem inspiração musical nem religiosa. O Gospel Brasileiro não tem Soul.

Dia de gravação na Stax

Com o fim da escravidão e da migração foi a chave para o surgimento de uma música negra urbana, moderna e mundana. Foi a era das grandes gravadores independentes como a Motown em Detroit, a Chess de Chicago e a Stax de Menphis, por exemplo. Seus artistas influenciados invariavelmente pelo Gospel e pelo Blues criaram um suingue irresistivelmente melódico e irretocavelmente rítmico que ficou sendo chamado de, por que não, Soul Music.
Um dos exemplos práticos de “Isso tem Soul” e “isso não tem Soul” é a comparação das performaces de Tutti Frutti por Pat Boone e Little Richard.

Isso tem Soul!

Isso NÃO TEM Soul!

Ainda ficou alguma dúvida do que é SOUL? Assista a esse divertidíssima esquete do filme “Mulheres Amazonas na Lua” (uma espécie de percussora da TV Pirata) que brinca com os “Negros sem Soul” (em inglês)

“Um em cada sete negros nascem nos EUA sem soul. Ajude a tratar desta terrível desordem genética.

Para muito mais informações sobre a Soul Music, ouça esse Freakast sobre o tema, apresentado por mim, com Ricardo Schott,  Leonardo com a participação do especialista no assunto Denilson Monteiro.

clique para ouvir:

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Essa Vai pro Facebook!

Postado em 18/02/2011 por Pablo Peixoto

Ah tá, filha, com avatar é muito mais fácil saber quem é você!!!!

Conheça o Claptocat!

Postado em 18/02/2011 por Pablo Peixoto

Dusty é um gatinho de San Mateo na Califórnia com um estranho hábito. Ele entra na casa dos vizinhos a noite e rouba-lhes objetos que traz pra casa orgulhoso de sua coleção. Nos últimos anos o felino já roubou nada menos que 600 objetos entre cuecas, luvas brinquedos de pelúcia e sapatos. O gatuno chega a roubar 11 objetos por noite!

Os vizinhos já se acostumaram com os hábitos de Dust. “Sempre digo pras crianças não deixarem nada no quintal e esconder os objetos de valor na casa” brinca uma vizinha. Os donos do gatinho montaram em casa uma “sala de troféus onde os objetos furtados pelo danado aguardam seus donos para serem devolvidos.

Até que um dia, o pessoal do Animal Planet colocou uma câmera e flagrou hilários momentos de Dusty trazendo tudo quanto é porcaria pra casa.

Conclusão: Gatos são traiçoeiros e não são de confiança! ;)

Atenção: este post deve ser lido com discrição.

Muitas personalidades, o mesmo rosto.

Todo mundo conhece a história do Paul is Dead não é? Aquela que dizia que o beatle Paul McCartney tinha sofrido um acidente automobilístico em 1966 e morrido, sendo substituído por um sósia. Essa teoria rende até hoje boas e engraçadas histórias que ainda povoam sites de teorias conspiratórias na internet.

Porém, o que ninguém sabe é que o próprio sósia de Paul vem sendo substituído várias vezes durante as últimas décadas e aqui no Pérolas para Porcos você vai conhecer quem são esses caras de até hoje enganam multidões de fãs pelo mundo.

Número 1


Nome real: James Ballamy

Alcunha: Paul Experimental

Período em que foi Paul: 1966/1970

Traços destoantes: era destro

Jimmy é o Paul mais famoso, justamente por ser o primeiro, é ele quem aparece na capa dos discos, salvo em montagens grosseiras criadas com os parcos recursos da época, e no filme Let it Be, onde dá várias demonstrações de que não se trata do Paul verdadeiro. James ajudou a renovar a imagem dos Beatles e a construir sua segunda e mais significativa fase da banda, porém era descuidado. A gota dágua foi quando Jimmy se deixou fotografar para a capa de “Abbey Road” segurando o cigarro na mão direita, quase destruindo o plano.

A crise foi tamanha, que acabou influenciando a dissolução dos Beatles. Segundo  relatos anônimos da época, era preferível separar o grupo e manter Paul escondido a revelar toda a farsa e perdendo de uma só vez a credibilidade da banda. Um casamento com a fotógrafa americana e cúmplice do esquema Linda Eastman serviu de cortina de fumaça para a transição.

Número 2

Nome real: Albert Hasley

Alcunha: Paul de Transição

Período em que foi Paul: 1970/ 1972

Traços destoantes: Não sabia tocar nada além de maracas.

Após a dissolução dos Beatles e de ter sua farsa quase desmascarada, a solução foi se livrar do Paul antigo (que foi morar em algum lugar na Espanha) e treinar um novo Paul. Para a imprensa a solução foi exilar “Paul” em algum lugar da escócia, onde ele estaria a princípio descansando e curtindo a vida no campo. Secretamente o novo Paul estava aprendendo a tocar e estudando com Linda. Infelizmente este que é considerado um Paul de transição não ficou muito tempo representando o músico. Uma queda de cavalo abreviou sua vida. Era preciso encontrar outro Paul.

Número 3

Nome real: Walter Vandebilt

Alcunha: Paul Americano

Período em que foi Paul: 1972/1976

Traços destoantes: Era americano

A sorte finalmente sorriu para os encarregados de manter a farsa “Paul is alive” .  Após vários testes com sósias encontraram um músico americano de Nova Jersey que não só era idêntico a Paul McCartney como era também tão talentoso quanto ele. Sua única restrição para assumir o papel na operação foi manter seus vistosos mullets. Outra exigência foi de que para não chamar atenção exclusivamente para si, Paul teria que se apresentar com uma banda. Rapidamente foi agrupada a banda Wings, que daria todo o suporte para Walter, que teve que aprender o sotaque britânico em tempo recorde. Infelizmente a agenda de shows foi demais para ele, que após um colapso nervoso (potencializado pela angústia de se passar por outra pessoa) foi internado e permanece até hoje em local altamente secreto.

Número 4

Nome real: Hellen Wren

Alcunha: Paul Mulher

Período em que foi Paul: 1977/1981

Traços destoantes: Era mulher

“Uma mulher!? “ Esse foi o grito que se ouviu durante a reunião que definiu quem seria o próximo Paul McCartney na linha sucessória. A questão logo foi esquecida quando se apresentou a jovem cantora galesa Helen Wren, homossexual e extremamente parecida, não só em timbre quanto em aparência com o artista original. Logo a nova sósia foi introduzida no showbizz e há quem considere a melhor e mais discreta imitação de Paul McCartney de todos os tempos. Com a morte de John Lennon, Helen entrou em depressão, temendo ser a próxima a ser assassinada e declarou que deixaria a farsa. Acabou morrendo em circunstâncias ainda não explicadas e abrindo uma lacuna para um novo sósia tomar seu lugar no projeto.

Número 5

Nome Real: Gregory Ferry

Alcunha: Paul Peregrino

Período em que foi Paul: 1982/1986

Traços destoantes: Era gago

Seguiu-se à Paul-Mulher um dos melhores Pauls que assumiram o papel. Gregory era um talentoso cantor e com uma veia pop que, segundo dizem era comparável apenas ao original. Após um tratamento intenso para conter sua gagueira, o sósia espantou o mundo com canções memoráveis e arriscou bastante seu segredo fazendo parcerias com Michael Jackson (que era esquisito por si mesmo), David Gilmour (que só queria saber se guitarra estava afinada) e Steave Wonder (que não poderia ver a diferença). O que o diferenciava dos outros sósias era que Ferry não se importava em ser Paul e até se divertia com isso. Infelizmente acabou morto em um acidente enquanto pilotava uma moto em alta velocidade. Era hora de conclamar um novo conclave.

Número 6


Nome Real: desconhecido

Alcunha: Paul Perdido

Período em que foi Paul: 1987/1990

Traços destoantes: Não tinha talento

Muitas brigas internas marcaram a escolha do novo Paul, relatos de brigas internas e conspirações acabaram na escolha de um Paul fraco, sem muito talento e com pouca semelhança com anterior. Por isso mesmo foi um Paul pouco ativo e sem brilho, mesmo seu nome é desconhecido. Fez uma série de shows em playback e por fim, acabou sendo substituído após um polêmico acidente caseiro. Foi encontrado morto em casa, eletrocutado.

Número 7

Nome real: Severino da Silva

Alcunha: Paul Sorriso

Período em que foi Paul: 1990/1998

Traço destoante: Era brasileiro

As vésperas do show no Maracanã e sem um Paul para se apresentar, a conspiração “Paul is Alive” encontrou no próprio Brasil sua solução, o cantor cover Severino, se apresentava em bares no Recife, tinha o inglês autodidata impecável e foi logo chamado para tomar para si o manto de McCartney. Aproveitando sua habilidade em apresentações ao vivo, Severino participou de um acústico MTV e uma série de álbuns ao vivo, explorando a carreira criada pelos Pauls que o antecederam. Simpático e risonho, Severino é quem aparece todo maroto nas gravações de Anthology, o brasileiro havia mesmo enganado o mundo inteiro. Infelizmente mais um tragédia se abateu, uma doença contagiosa misteriosa acabou o matando e também Linda. A explicação dada a imprensa no caso dela foi câncer de mama. Paul não podia morrer. Seguiu-se um novo conclave e a escolha de um novo Paul.

Número 8

Nome real: Ralph Line

Alcunha: Paul Contemporâneo

Período em que foi Paul: 1999/até hoje

Traço destoante: Já tinha trabalhado no México como dublê do ator Carlos Villagrán

O novo Paul escolhido era um ator, músico dedicado e estudioso da música pop/rock. Além de sua enorme semelhança com o que se esperava de um Paul sessentão, Ralph era também ator performático, o que ajudava bastante. Foi um período tranquilo e estável, com shows ao vivo, apresentações esporádicas e coletâneas. Mantendo a farsa durante tanto tempo, ficou relativamente simples manter as aparências e lançar factóides, (como a separação milionária da ex-modelo Heather Mills) sempre que apareciam repórteres ou investigadores mais atrevidos. Quanto tempo vai durar? Qual será o novo Paul? Ninguém sabe.

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Pintinhos Psicodélicos

Postado em 17/02/2011 por Pablo Peixoto


Moço, eu quero o do morango, por favor.

A técnica é injetar um pouquinho de tinta a base dágua dentro dos ovos um pouco antes de eclodirem. Amantes dos animais fiquem tranquilos, a tinta sai junto com a penugem quando eles viram frangos.

ImprensaMarrom


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